Moçambique – Contestação de massas
Como resultado de aumentos que chegam a ser de 50% nos transportes públicos – os chapas – a população do Maputo, mobilizada em grande parte através de contactos telefónicos, saiu à rua para protestar.
A rendição do governo da Frelimo ao neo-liberalismo e a corrupção de muitos dos seus dirigentes revela-se quando o governo declarou nada poder fazer. Se um governo não pode fazer nada para obviar a aumentos de preços tão lesivos da multidão de trabalhadores, num contexto de grande pobreza, para que serve um governo?
A população em peso ergueu barricadas com pneus a arder para impedir a circulação rodoviária, em sinal de protesto e reage à repressão policial (que nestes casos dispara sempre para o ar, como se sabe…) com novas barricadas. É o caos em Maputo.
Os operadores de transporte suspenderam os aumentos assustados, tal como o governo, o que deverá fornecer um incentivo à multidão para avançar para novas reivindicações e proceder a formas avançadas de democracia, fora do quadro putrefacto das instituições que em nada representam os trabalhadores.
Recorda-se que há cerca de um ano e também devido a aumentos nos preços dos transportes, na África do Sul, a multidão levantou-se e queimou mais de uma centena de carruagens de comboio.
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translation
Has a result of a 50% increase in price of transportation in the public transport (called "chapas",) the populaton of maputo, mobilized mainly through phone calls went to the street to protest.
The frelimo government crossover to neo-liberalism and the corruption of their leaders is revealed when it stated it could do nothing. If a governmentn, in a context of great poverty, can't do anything to fight these increases so costly to the general population then what purpuse serves a government ?
The population as a sign of protest erected barricades with burning tires to stop the circulation in the streets, and reacted to the police repression (that in this case fires always to the air, as everyone knows...) with more barricades. The caos is installed in Maputo.
The transport company has suspended the price increase, scared by these actions, which should give an incentive to the crowds to go foward with new demands, and proceed to advances forms of democracy, outside rotten institutions than in no way represent the workers.
I remember that one year ago, also due to public transport increase, in south africa the people took to the streets and burned more than one hundred train cars.